
A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo.
Para ser popular é indispensável ser-se medíocre.
Oscar Wilde
Elementos de Particularidades em imagens, citações, insights, composições, pinturas... e o que demais virá



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Temos percursos paralelos e trajectos que se cruzam, emaranhando-se por vezes. A individualidade é teimosamente mantida, mesmo após os conceitos de tribo esbatidos e gastos. Basta o azedume como referência reinante para que a falta de disponibilidade deixe de ser ocasional e o cinismo impere, refogando os queixumes e as quimeras do cidadão remoto que até é nosso vizinho. Identificamo-lo ocasionalmente. Afinal dividimos a mesma sargeta, somos mordidos por desejos e carências que nos toldam o descernimento, transportamos o mesmo catálogo de vicios que nos chicoteiam a mente e as perspectivas. Só que se tem de individualizar os fragmentos que escorrem no paralelismo habitual... feito " never ending" maratona , em que nos tocamos, ouvimos, tropeçamos, mas que, por ser imperioso teremos que liderar de qualquer forma. Darwin dixit??
Repetidos, os rituais cadenciam-se. Sempre iguais, vão amarelecendo como páginas de um missal enunciador de lenga-lengas que se decoram sob claustros espelhados, que reflectem novamente... o mesmo. E isso transmite segurança... por sabermos o desfecho do filme- como que alcançamos a imortalidade e a bem aventurança... a euforia, o zen...?
As alterações da consciência, sejam elas feitas de que maneira forem, proporcionam aquele efeito de puxar de tapete momentãneo. Esmagamos as feições de encontro almofadas que alegre e avisadamente amontoamos ao redor das nossas existências. Mas raramente há sangue saindo do canto da boca ou dos ouvidos.
O olhar continua vítreo. Para que se torne expressivo, só mesmo com nova alteração de consciência, ou provocada pela sazonalidade ou por uma mesmice anfetamínica, refinadamente hi-tek, a raiar a erosão que o legado depressivo produziu, por causa das quedas de encontro ás esponjas das circunstâncias.
vai emergindo de uma greta na lápide do ontem
as águas do devir jorram na torrenteza do passado
por baixo das pontes que encimam a pujança do tempo
as névoas do meu futuro sublimaram-se e ficaram
empedernidas na teia da borucracia vibrante
qual caruncho alimentando-se da estrutura metálica do passível
os seres desfilam de lábio pendente e olhar estrábico
encaminhados por uma retórica crua e incolor
a caminho da ponte do esquecimento que vai dar a margem alguma
de agricultores que fugiram ás agruras do campo, eram passadas cinco décadas do século passado.que julga estar sempre na posse da verdade demonstra uma ignorância suprema, além de uma arrogância intolerável. (...)mas pensar que já sabemos tudo, que a única missão dos que nos rodeiam é escutar-nos, denota uma miopia que nem o laser seria capaz de corrigir"
Maria Jesus Álaya Reyesexplicam o mundo, orientam o desenvolvimento individual(...) A criação de mitos (...) é o principal mecanismo psicológico (embora a maior parte das vezes passe despercebido), através do qual os seres humanos colocam a realidade em ordem e abrem caminho ao longo da vida. A mitologia com o seu simbolismo e narrativa apelativa, é a liguagem natural da psique.
David Feinstein
Se os psicólogos das profundezas conseguiram demonstrar alguma coisa, foi que nós, os humanos, somos museus psíquicos ambulantes. Cada um de nós traz consigo a arqueologia psiquica da espécie. Os terrores sem nome que aterraram os nossos antepassados foram recalcados mas não desenraizados.
Michael Grosso
A sociedade é um sistema de egoísmos maleáveis, de concorrências intermitentes. Como homem é, ao mesmo tempo, um ente individual e um ente social. Como indivíduo, distingue-se de todos os outros homens; e, porque se distingue, opõe-se-lhes. Como sociável, parece-se com todos os outros homens; e, porque se parece, agrega-se-lhes. A vida social do homem divide-se, pois, em duas partes: uma parte individual, em que é concorrente dos outros, e tem que estar na defensiva e na ofensiva perante eles; e uma parte social, em que é semelhante dos outros, e tem tão-somente que ser-lhes útil e agradável. Para estar na defensiva ou na ofensiva, tem ele que ver claramente o que os outros realmente são e o que realmente fazem, e não o que deveriam ser ou o que seria bom que fizessem. Para lhes ser útil ou agradável, tem que consultar simplesmente a sua mera natureza de homens. A exacerbação, em qualquer homem, de um ou o outro destes elementos leva à ruína integral desse homem, e, portanto, à própria frustração do intuito do elemento predominante, que, como é parte do homem, cai com a queda dele. Um indivíduo que conduza a sua vida em linhas de uma moral altíssima e pura acabará por ser ultrajado por toda a gente - até pelos indivíduos que, sendo também morais, o são com menos altura e pureza. E o despeito, a amargura, a desilusão, que corroem a natureza moral, serão os resultados da sua experiência. Mas também um indivíduo, que conduza a sua vida em linhas de um embuste constante, acabará, ou na cadeia, onde há pouco que intrujar, ou por se tornar suspeito a todos e por isso já não poder intrujar ninguém.
Fernando Pessoa, in 'Os Preceitos Práticos em Geral e os de Henry Ford em Particular'
Género complementar, o feminino?
è esquisito... como se celebrasse hoje um memorando de algo que não se deve esquecer... como se num "livro de deve e haver" estivesse um marcador a lembrar-nos de algo passível de esquecimento, como aqui, p.e. O tempo é de agruras, mais que provável para exercer bom senso... por causa disto ou disto
Como primordial e basilar, esfera, a forma inicial.
Quando apareceu a geometria, o seus iventores há muito tempo se debatiam com as formas que tendiam para a perfeição, mas que não igualavam a suavidade esférica.
Com a progressão social e, como contraponto, foram-se multiplicando conceitos e elaborando multiplicidades de reacções aos mesmos. Em sentido figurado, começaram-se a formar as "esferas" individuais- a nivel de relacionamentos, interpretações, estéticismo, cultura. As probabilidades de aventura fora do "núcleo esférico" individual foi-se tornando esparso, na medida em que o preenchimento da esfera própria foi tomando proporções inauditas (ou não).
Vamos gravitando na linearidade do que chamamos tempo, rodeados da nossa esfera existêncial, perfeitamente definidos e isolados.
p'lo banho de imersão. O cansaço e as nevralgias provocadas pelo inicio gripal assim mo aconselharam.
Entrei no líquido azulado p'los sais. A sensação esperada chegou e assenhorou-se da lucidez que se foi disolvendo entre o vapor das essências aromáticas. Completamente abandonado á lassidão entrei noutro grau de consciência: foram-me surgindo ideias surreais como Maome caricaturado à frente do programa nuclear iraniano, a gripe das aves a entrar pela av da Liberdade acima, a homossexualidade suspeita de alguém pseudo fundamentalista e a querer provar algo... a conjugação de partículas elementares a permiti-lo.
A arte imita a vida? Ou é um pressuposto do que ela poderia ser? As dádivas da noite são eternas?
da minha visão e (pre)conceitos analizo.