terça-feira, março 21, 2006

Poesia



Defino a poesia das palavras como criação rítmica da Beleza. O seu único juiz é o gosto.


Poe, Edgar





Fazer poesia é como fazer amor:nunca se saberá se a própria alegria é compartilhada.

Pavese, Cesare

sábado, março 18, 2006

O tempo




O tempo é um grande mestre; tem porém o defeito de matar os seus discípulos.


Berlioz, Hector

Os mitos pessoais




explicam o mundo, orientam o desenvolvimento individual(...) A criação de mitos (...) é o principal mecanismo psicológico (embora a maior parte das vezes passe despercebido), através do qual os seres humanos colocam a realidade em ordem e abrem caminho ao longo da vida. A mitologia com o seu simbolismo e narrativa apelativa, é a liguagem natural da psique.

David Feinstein

quinta-feira, março 16, 2006

Pinc Phloid




remember when you were true?

...sou demasiado purista no que toca a estas coisas- Off the Wall?
foi uma pena...

è sempre em frente




não me rendo ou então não me enquadro não me encaixo no que resta do puzzle, ficando no rol das peças malformadas que engrossam o monte dos expectantes a quem cortaram cerce as saliências que sugerem o outro caminho

quarta-feira, março 15, 2006




O presente quase não existe- é uma fina lâmina que nos separa do passado.

Javier Cercas

segunda-feira, março 13, 2006




Se os psicólogos das profundezas conseguiram demonstrar alguma coisa, foi que nós, os humanos, somos museus psíquicos ambulantes. Cada um de nós traz consigo a arqueologia psiquica da espécie. Os terrores sem nome que aterraram os nossos antepassados foram recalcados mas não desenraizados.


Michael Grosso

Duas coisas




são infinitas: o universo e a estúpidez humana. E quanto ao universo não tenho a certeza.

Einstein

quinta-feira, março 09, 2006

A Sociedade é um Sistema de Egoísmos





A sociedade é um sistema de egoísmos maleáveis, de concorrências intermitentes. Como homem é, ao mesmo tempo, um ente individual e um ente social. Como indivíduo, distingue-se de todos os outros homens; e, porque se distingue, opõe-se-lhes. Como sociável, parece-se com todos os outros homens; e, porque se parece, agrega-se-lhes. A vida social do homem divide-se, pois, em duas partes: uma parte individual, em que é concorrente dos outros, e tem que estar na defensiva e na ofensiva perante eles; e uma parte social, em que é semelhante dos outros, e tem tão-somente que ser-lhes útil e agradável. Para estar na defensiva ou na ofensiva, tem ele que ver claramente o que os outros realmente são e o que realmente fazem, e não o que deveriam ser ou o que seria bom que fizessem. Para lhes ser útil ou agradável, tem que consultar simplesmente a sua mera natureza de homens. A exacerbação, em qualquer homem, de um ou o outro destes elementos leva à ruína integral desse homem, e, portanto, à própria frustração do intuito do elemento predominante, que, como é parte do homem, cai com a queda dele. Um indivíduo que conduza a sua vida em linhas de uma moral altíssima e pura acabará por ser ultrajado por toda a gente - até pelos indivíduos que, sendo também morais, o são com menos altura e pureza. E o despeito, a amargura, a desilusão, que corroem a natureza moral, serão os resultados da sua experiência. Mas também um indivíduo, que conduza a sua vida em linhas de um embuste constante, acabará, ou na cadeia, onde há pouco que intrujar, ou por se tornar suspeito a todos e por isso já não poder intrujar ninguém.

Fernando Pessoa, in 'Os Preceitos Práticos em Geral e os de Henry Ford em Particular'

quarta-feira, março 08, 2006

Poesia




no feminino




Género complementar, o feminino?
è esquisito... como se celebrasse hoje um memorando de algo que não se deve esquecer... como se num "livro de deve e haver" estivesse um marcador a lembrar-nos de algo passível de esquecimento, como aqui, p.e. O tempo é de agruras, mais que provável para exercer bom senso... por causa disto ou disto

sábado, março 04, 2006

Blue




"Estou apaixonado", confessou-me depois. Aquilo aborreceu-me: "Como podes apaixonar-te por alguém que não conheces?...". Pierre suspirou: "Precisamente. Ninguém se apaixona por um conhecido. O que eu acho, aliás, é que a paixão termina no momento em que se conhece o outro".

Faiza Hayat- xis

Imaginação




Imaginar, é um exercicio perigoso. È muito fácil acreditar no que imaginamos. È muito difícil deixar de acreditar. A imaginação corrompe a realidade.

sexta-feira, março 03, 2006

Sphere




Como primordial e basilar, esfera, a forma inicial.
Quando apareceu a geometria, o seus iventores há muito tempo se debatiam com as formas que tendiam para a perfeição, mas que não igualavam a suavidade esférica.
Com a progressão social e, como contraponto, foram-se multiplicando conceitos e elaborando multiplicidades de reacções aos mesmos. Em sentido figurado, começaram-se a formar as "esferas" individuais- a nivel de relacionamentos, interpretações, estéticismo, cultura. As probabilidades de aventura fora do "núcleo esférico" individual foi-se tornando esparso, na medida em que o preenchimento da esfera própria foi tomando proporções inauditas (ou não).
Vamos gravitando na linearidade do que chamamos tempo, rodeados da nossa esfera existêncial, perfeitamente definidos e isolados.

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Way out




rodeado de formas rectilineas e angulares, busco a natureza na sua simplicidade

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Useless?


Old trash
Originally uploaded by imnogud.

Por mais variadas as classe ou status em que nos debatamos, todos vamos cair no mais democrático dos substractos- o pó

Reflected, 40% alcohol



.

Mestre, até sempre


sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Self Cage




Viver em confronto com factores externos ao self, tenta-se contornar.
Em confronto permanente connosco mesmos, só mesmo com ajuda de fora, o que vem assim a constituir um factor externo o qual se tem de contornar... a vida é do caraças...

Looking back

"Um homem vem caminhando por um parque quando de repente se vê com sete anos de idade. Está com quarenta e poucos. De repente dá com ele mesmo chutando uma bola perto de um banco onde está a sua babá fazendo tricô. Não tem a menor dúvida de que é ele mesmo. Reconhece a sua própria cara, reconhece o banco e a babá. Tem uma vaga lembrança daquela cena. Um dia ele estava jogando bola no parque quando de repende aproximou-se um homem e... O homem aproximou-se dele mesmo. Ajoelha-se, põe as mãos nos seus ombros e olha nos seus olhos. Seus olhos se enchem de lágrimas. Sente uma coisa no peito. Que coisa é a vida. Que coisa pior ainda é o tempo. Como eu era inocente. Como meus olhos eram limpos. O homem tenta dizer alguma coisa, mas não encontra o que dizer. Apenas abraça a si mesmo, longamente. Depois sai caminhando, chorando, sem olhar para trás.

O garoto fica olhando para a sua figura que se afasta. Também se reconheceu. E fica pensando, aborrecido: quando eu tiver quarenta, quarenta e poucos anos, como eu vou ser sentimental!"


Luís Fernando Veríssimo em Comédias para se Ler na Escola

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Optei




p'lo banho de imersão. O cansaço e as nevralgias provocadas pelo inicio gripal assim mo aconselharam.
Entrei no líquido azulado p'los sais. A sensação esperada chegou e assenhorou-se da lucidez que se foi disolvendo entre o vapor das essências aromáticas. Completamente abandonado á lassidão entrei noutro grau de consciência: foram-me surgindo ideias surreais como Maome caricaturado à frente do programa nuclear iraniano, a gripe das aves a entrar pela av da Liberdade acima, a homossexualidade suspeita de alguém pseudo fundamentalista e a querer provar algo... a conjugação de partículas elementares a permiti-lo.
A arte imita a vida? Ou é um pressuposto do que ela poderia ser? As dádivas da noite são eternas?

World Press Photo

Eis a foto premiada deste ano, de Finbar O'Reilly. A força do olhar...  Posted by Picasa

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Do alto

 da minha visão e (pre)conceitos analizo.
Apesar dos óptimismos dispersos, não há sustentabilidade que legitime os lindos olhares que se vislumbram, as cores que se combinam, os volumes que se pronunciam.
A poesia continua a ser aquela foice que faz cair os caules do convencionalismo e esventra as verdades mastigadas que vão escapando de lábios entreabertos...
Ah, e tal... porque o piso está molhado... mas corre-se como se se estivesse no pico solarengo de Julho. E o metal corta e penetra as carnes dos incautos apressados que tentam honrar compromissos... e contribuem assim para a estatistica.
Estatisticas e sondagens- pseudo realidades que nos abrem a mente e predispõem a verdade de modo percentual...
Está nevoeiro. Quando se dissipar, será que continua o que lá estava antes?- pessoas sem alma e sem esperança que acumularam ódios, vinganças e frustrações, que caminham dobradas sobre si mesmas ao peso de uma zanga que mantêm permanentemente com a vida?...
A chuva tamborila no tejadilho, entrecortada pela passagem do limpa-parabrisas. O rádio toca baixinho Ivan Lins, "Lembra de Mim?"
Um café sabia bem agora... não, um irish cofee quentinho era capaz de me fazer levitar...
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quarta-feira, janeiro 25, 2006

A solidão

 
é um bom lugar para se visitar, mas não é nada bom para se lá ficar.

Billings, Josh Posted by Picasa

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Cìclico

 

Está a fazer um ano que iniciei cá o sitio.
Há um ano atrás era-se chamado, como agora, a exercer a democracia. Lembro-me de a ter posto em causa.
Após um ano, muita água passou debaixo das pontes, das quais nos debruçamos para ver a correnteza... foram enxurradas de mais do mesmo... fomos chicoteados pelos órgãos de informação por catadupas de escandaleiras que nos vão calcando a consciência, que incrédula, se tem vindo a acomodar ás enormidades que vão aparecendo.
Interrogo-me se a democracia é exequível neste país serôdio e sebastianista por natureza. Sobrevive-se em nome dela e vegeta-se em nome da economia de mercado, do neoliberalismo- olhando para o umbigo (saldo bancário), alheamo-nos da realidade circundante e fazemos fila periodicamente a caminho da... urna, já que á falta de melhor, é o sistema que nos é impingido e que democráticamente nos vai subvertendo... e me permite escrever coisas como esta. Posted by Picasa

segunda-feira, janeiro 09, 2006

FRASE DO DIA

"Já que você nasce sem pedir e morre sem querer, aproveite bem esse intervalo."

who knows

quinta-feira, janeiro 05, 2006

A vida é curta

e tediosa: passa-se inteira no desejar. Adiam-se para o futuro o repouso e as alegrias, muitas vezes até à idade em que os melhores bens, a saúde e a juventude, já desapareceram. Essa época chega e ainda nos surpreende em meio a desejos; estamos nesse ponto quando a febre nos arrebata e extingue: caso nos curássemos, seria apenas para desejarmos por mais tempo.

Jean de La Bruyére
, in 'Do Homem'

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Algumas passagens

 
 Posted by Picasa cá do blog, são extraidas de uma sebenta com que eu costumo andar, e me serve para assentar ideias que me assaltam.
É um caderno A4, quadriculado, que configura uma confusão imensa de comentários e lembretes. Quando escrevo, é numa folha á sorte, sem qualquer sentido de linearidade.
Li outro dia, que quem escreve em quadriculado é limitado a um nivel qualquer ou tem limitações de indole criativa...
Escolho as folhas pares aleatóriamente, sendo nelas que faço os rascunhos- o pensamento final é transposto para a folha impar anterior.
A certa altura dá barafunda. "A páginas tantas" tento por cobro á confusão, numerando a vermelho o que penso ser a ordem, e costuma resultar. Se bem que uma grande parte das ideias acaba por lá permanecer, como um puzzle, uma reconstituição mental, é a escrita que tento refinar quando as transponho p'ráqui

Calvin & Hobbes


calvin1
(á Nobreka que tornou possiveis estes 4 calvin posts, grato desde já )

calvin2

calvin3

calvin4
 
 Posted by Picasa A primeira aparição do miudo e do seu inseparável tigre deu-se a 18 de Novembro de 1985. Desde 1995 que o seu autor (Bill Watterson) se remeteu a uma reclusão total. De todas as tiras, considero-a uma das mais apeteciveis.

domingo, janeiro 01, 2006

Aì está 2006, que



desabou sobre mim como é costume- a cadência espectante dos últimos segundos, a contagem em unissono que descamba no ruído da abertura das garrafas de espumante ("Ah! podias ter trazido Moet..."). A sequência de beijos, a constatação de que se chegou vivo a este lado de cá do calendário novo, os abraços de conforto entremeados pelo som de sms ... ("Se fosse Moet...") ... a caça a determinado olhar que està distante... as doze passas, que por falta de sincronia se comem todas nos três últimos segundos do ano que finda... "Não t'esqueças do desejo de ano novo; se fosse Moet...". Às duas e meia a pergunta- já te vais? obrigações, pois. Novamente a vida em contra mão... adeus, tenho de ir, creio que já misturei muito... mousse? pergunta-me o olhar que afinal me caçou- brigado...
"Money for nothing" tocava quando fechei a porta atrás de mim- 2006 estava mais frio do que o ano anterior. Posted by Picasa

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Imagino-te,

baseado em fragmentos de memória, indicios factuais trémolos , instáveis e inconclusivos, que permanecem na antecâmara da perplexidade e de outras emoções flutuantes, tais como, saudade, espanto, culpa, desejo, ternura... Posted by Picasa

segunda-feira, dezembro 19, 2005

É saudavel

vacilarmos e duvidarmos de tudo aquilo que temos por adquirido desde que não nos deixemos paralizar pelo medo do desconhecido, que nao promove a mudança nem nos leva a parte nenhuma.

          É verdade que para muitos de nós, pode ser mais cómodo ir andando pela vida, gastando o que ganhamos sem grandes averiguações ou reflexões. Pôr em causa atitudes, analisar sentimentos e comportamentos seria como que abrir uma caixa de Pandora, indesejável.
     E depois há tambem quem, sentindo-se ameaçado, se agarre á sua verdade, ás tradições dos antepassados, a uma visão estática do mundo. Temos, de facto, tendência para nos fecharmos nos nossos conceitos e preconceitos, o que, aparentemente, nos faz sentir menos perdidos

Claudia Freitas (xis 05.12.17)

Vendetta

 se possivel, grelharia o pedófilo lentamente, em lume muito brando, regando-o com água rás...
 Posted by Picasa

sábado, dezembro 17, 2005

A raiva é tanta

     que se calhar escangalho o teclado ao postar isto.
     Ontem, fechei a torneira do duche matinal e estendi a mão para a toalha, que não estava lá. De repente lembrei-me que a tinha deixado ficar ao lado da televisão, na noite anterior, sendo que, tiritando e salpicando, lá fui ao seu encontro. Enrolei-me nela e liguei a tv. Sequei-me, vesti-me. Batiam as sete e começava o jornal da manhã...
     Ao mesmo tempo que vertia cereais p’rá tijela, deu para perceber a certa altura que um pai violara a filha, lá p’rós lados de Viseu. Tentei prestar atenção mas já se falava no Cavaco, Soares, TGV, Ota, etc.
     Hoje, depois de almoço, deu para ler um artigo sobre o caso, com mais detalhe. Estarreci (outra vez).
     A filha, que afinal era uma bebé, aquando de uma ida ao hospital, foram-lhe detectados sinais de má nutrição, falta de cuidados higiénicos e indicios de crueldade. Alertada uma tal comissão de protecção de menores, resolveu vigiar o caso e entregar a tutela da bebé á avó, já que a progenitora era debil mental.
     Mas... a avó morava na mesma casa, pasme-se, sendo ela quem trabalhava para a família. Apenas ficava com a criança á noite.
     A bebé foi sendo torturada sob a supervisão da protectora de menores, indo novamente ter ao hospital, só que desta vez... em coma, com lesões cerebrais QB, lesões óculares que indiciam possivel cegueira e abuso sexual... a um ser com menos de 50 (cinquenta) dias...
     Bem, as teclas aguentaram, mas o JD não vai conseguir.
     Que filha de putisse!!! Posted by Picasa

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Porque sim!

 Ora! Sempre assim foi e é logico que assim continue a ser, não? Era a voz esganiçada da funcionária da repartição, que se dirigia a mim sem me olhar. O seu tom agudo resultava vago, intricheirada numa expressão sem significado, com sobrancelhas arqueadas, testa enrugada- imagem do seu desempenho.Posted by Picasa

quarta-feira, dezembro 14, 2005

O ar

gélido rente ao musgo, dava tons azulados á paisagem que era quase manhã.


Há, no caos em que mergulhados estamos, alguma réstia de bom senso a seguir como referência libertadora? ou é ele uma frequência diferente do mesmo caos que afinal impera sobre tudo e todos, sendo o tal bom senso, nada mais que uma manifestação patológica a nivel de interpretação?...

sábado, dezembro 10, 2005

A caixa

 
 Posted by Picasa O imediato apressa
     A urgência precipita
     A dúvida permanece
Submergido em dilemas, enfrento perplexidades que se afiguram inéditas e rejuvenescidas
     Manhâs há em que o céu permanece azul , para lá da poeira nocturna que ás vezes demora a assentar.
A uma cadência indeterminada, sorvo o ar que me é permitido, e que já escasseia.

     Diziam que a memória é a referência que nos faz sobreviver...
     Lá fora chove. Dentro, transbordo de reticências que escorrem para o charco esverdeado dos factos adquiridos, onde flutua a boceta de pandora, para onde eu ás vezes espreito...  junto com segredos, mistérios, quimeras e estupores, adivinha quem está lá. Grotesco como todas as reticências, I only was the one to blame.

     Desejo vida eterna aos meus inimigos e quero esvaziar a caixa, porque não há eternidade que a valha, por mais breve que seja

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Brrrr

     O frio arrefece-me os membros e o mal estar acentua-se.
     Bolas, será que a temperatura desceu assim tanto ou é a quimera aburguesada que me aviva a consciência, para que não abandone o meu relativo conforto?
     Consequentemente penso em multidões de sem abrigo, que tremem silenciosamente com expressões vidradas de tanto tiritar.
     Na rádio, os acordes de um saxofone transmitem-me relativização QB.
     Imagino as vitimas dos terremotos no Paquistão. Decerto alguem sobreviveu sob os escombros. Seres vivos encurralados... com frio... há vários dias... até que o limiar da percepção, o limbo da consciência se vá esbatendo, se dilua, até que o azul tome conta de tudo, ou pelo menos que a unificação universal chegue (ao que parece, é negra- o negro é a negação da cor, ou é o branco?).
     Esta imagem sismica lembra-me a comemoração que cá se faz.
     E se de facto a periodicidade se verificar agora e o fenómeno telúrico acontecer?- deve estar aí mais década menos década, não?
     Cá não faz tanto frio como no Paquistão- cá é mais Serra da Estrela... comparada com os Himalaias... brrrrrrr.

Telly

     Pasmo a cada dia. A televisão é o centro de tudo.
     O poder está no telecomando na nossa mão- na ponta do dedo que prime o canal que vai debitar tudo o que queremos saber, o que não queremos, o suspeito, o que não imaginávamos. Repare-se, é como que o ditame que nos vai fazer agir em conformidade...
     É a televisão que nos poupa a esforços e nos invade a mente, como contrapartida. Cómodamente, aceitamos a “realidade” que nos é oferecida...

quarta-feira, novembro 30, 2005

São horizontes demasiado próximos,

o que na esmagadora maioria das vezes nos limita ver mais longe

domingo, novembro 13, 2005

A quantidade


     de oportunidades que são desperdiçadas, porque não usamos um pouco mais de força de vontade ou por muitas das vezes nos sentirmos alheados ás emergências ou então porque o negativismo impera...

sexta-feira, novembro 11, 2005

"Isto" já foi visitado mais


de mil vezes!... como passa rápido o tempo... e a preguiça de escrever é muita...

terça-feira, setembro 20, 2005

Atribui-se

ao português a caracteristica de ser invejoso, ao mesmo tempo que não é empreendedor, ie, tem medo de arriscar, ao mesmo tempo que olha de soslaio aqueles que petiscam.

De todas as características que são vulgares na natureza humana a inveja é a mais desgraçada; o invejoso não só deseja provocar o infortúnio e o provoca sempre que o pode fazer impunemente, como também se torna infeliz por causa da sua inveja. Em vez de sentir prazer com o que possui, sofre com o que os outros têm. Se puder, priva os outros das suas vantagens, o que para ele é tão desejável como assegurar as mesmas vantagens para si próprio. Quem o diz é Bertrand Russel

Realmente assenta como uma luva tal discrição, se bem que fica patente não ser apanágio exclusivamente luso, claro.

"O ódio espuma. A preguiça se derrama. A gula engorda. A avareza acumula. A luxúria se oferece. O orgulho brilha. Só a inveja se esconde."- Zeunir Ventura

Hide nseek

A transparência implica o desarme - mas raramente dois desarmam ao mesmo tempo. E seria um erro pensar que o facto de um se desarmar perante o outro faria que esse outro desarmasse também. Por vezes a situação de vulnerabilidade acicata no outro o desejo de vencer. E assim temos a grande linha de tragédia entre os homens: os estados de iminente transparência transformam-se num jogo de massacre, numa batalha campal.

Ed. Prado Coelho

terça-feira, setembro 13, 2005

Determinadas

verdades chegam até nós como ferrões incandescentes que penetram furiosamente a placidez da nossa crudelidade naif.
Quimicamente as nossas vivências estao condenadas a ser isso mesmo- estados quimicos que se interligam e desencadeiam alterações electricas que vão polarizar estados de... alma?

sexta-feira, setembro 09, 2005

Esta é uma daquelas alturas

em que tudo sucede concomitantemente (ganda palavrão), sendo que ás vezes falta energia e alento para abarcar tudo. Esfrangalhado é o termo que define o meu espirito...